Grupo umbandista ameaçado no Jardim Picerno esteve presente na sessão realizada nesta terça-feira na Câmara Municipal
O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, vereador Willian Souza (PT), apresentou na sessão de terça-feira (06), uma moção de apelo à população do município, aos líderes religiosos e às secretarias municipais de Educação e Desenvolvimento Social, pela liberdade de credo e a adoção de ações de combate à intolerância religiosa no município. A moção foi aprovada após votação no Plenário.
De acordo com o documento, com base em dados do Ministério dos Direitos Humanos, é registrada uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas no Brasil. Nos primeiros seis meses de 2018, o total de casos foi de 1.729, o que resulta em uma média de 42 ocorrências por mês. O vereador afirma que se a quantidade de denúncias em âmbito nacional assusta, a realidade do município de Sumaré não é diferente. No texto da moção, Willian enfatiza o caso ocorrido no Jardim Picerno, em que homens encapuzados ameaçaram um grupo de pessoas no terreiro do pai Alaerson Luiz da Silva.
“O ataque sofrido por esse grupo não atinge somente estes indivíduos ou os praticantes das religiões de matriz africana, mas todas as pessoas que professam alguma fé. Ataques à religião ocorrem há muito tempo e contra todos os seguimentos. É bem verdade que o Estado é laico, mas também deve garantir as liberdades individuais e coletivas, de culto religioso, de manifestação de opinião e crença”, destaca Willian.
O parlamentar acredita que essa reflexão precisa ser feita pela população, pelos gestores de políticas públicas e pelos líderes religiosos, para que propaguem a mensagem de que é necessário respeitar a religião alheia, assim como se quer respeito pela própria.
Segundo o vereador, “a liberdade religiosa é um direito humano fundamental, sendo parte do direito à liberdade de expressão, consciência e opinião. A liberdade religiosa não dá o direito de se sobrepor às demais religiões, como se a própria escolha individual fosse a única verdade religiosa possível. A partir do princípio do livre arbítrio, não se pode desconsiderar ou discriminar pessoas por sua escolha religiosa.”
Publicado em: 08 de agosto de 2019
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Categoria: Notícias da Câmara
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