Uma moção apresentada pela bancada do PSDB na sessão ordinária de ontem à noite, dia 5, na Câmara de Sumaré agitou a tribuna. O assunto que tratava a moção era sobre um anteprojeto para autorizar a instalação de praças de pedágios por parte dos municípios. Mas a discussão não ficou só no tema retratado pelo documento lido; vários assuntos foram abordados inclusive em algumas falas temas de eleição tomaram espaço. Tudo teve início porque a moção feita pelos tucanos fazia um apelo ao Congresso Nacional para que reprovassem a proposta, salientando que a autoria do texto era do Governo Federal. Foi quando o Vereador Roberto Vensel (PT) utilizou a tribuna para rebater algumas informações da moção e pediu que fosse rejeitada esta para a elaboração de uma outra a ser apresentada na próxima sessão. “Este anteprojeto foi elaborado pela Conferência Nacional das Cidades e eles encaminharam para a Presidência da República, que fez seu papel, e encaminhou ao congresso em forma de anteprojeto para ser aperfeiçoado ou alterado caso julguem necessário. Proponho que derrubemos essa para apresentar outra na próxima semana encaminhada para a Conferência; que é quem elaborou a proposta”, disse Vensel. Para finalizar sua fala o petista comentou que “se alguém merece repúdio ou apelo contra praças de pedágios é o Governo do Estado que é quem instalou quase cem praças em São Paulo”. Geraldo Medeiros, outro vereador petista, ainda complementou pedindo que fosse encaminhada a cada Câmara Municipal do Estado de São Paulo uma cópia da nova moção a ser produzida com o intuito de todas também se posicionarem sobre o assunto. O Vereador Toninho Mineiro (PSDB), um dos autores, também foi a tribuna e se defendeu: “na moção pedimos também que sejam feitas emendas e correções ao projeto e não a reprovação. Somos contrários também às praças de pedágios”. Outro Vereador tucano, Décio Mermirolli, se posicionou da mesma maneira contrário aos pedágios: “Se existe pedágio no estado é de responsabilidade do Governo do Estado e dos Deputados e não dos vereadores”. O tom da discussão tomou mais diretamente um nível de eleição quando o Vereador Alcindo Tagima (PSB) foi à tribuna e atacou o candidato à presidência Geraldo Alckmin. “Esta moção foi colocada em situação errada. Deveríamos colocar essa moção no caso do candidato Alckmin chegar a presidência; é de costume dele colocar pedágios”. Após toda a discussão e com os ânimos mais acalmados a moção de apelo ao Congresso Nacional foi a votação e os vereadores rejeitaram por 9 votos contra 3.
Publicado em: 06 de setembro de 2006
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Categoria: Notícias da Câmara
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